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Galeria de Arte Paulo Capelari exibe individuais de Maria da Graça Jucá e Rosa Lops Susin

A Galeria de Arte Paulo Capelari inaugura no dia 09 de maio próximo, segunda-feira, das 19h às 22h, as individuais Fragmentos da Cor, de Maria da Graça Jucá, e Etnias, de Rosa Lops Susin. Mesmo compartilhando o mesmo espaço e período de exposição, as artistas fazem questão de ressaltar que não se trata de uma coletiva: queríamos ser coautoras e cúmplices deste momento importante de nossas vidas, explica Maria da Graça. Trata-se de reverenciar uma antiga amizade: elas se conheceram ainda no Ensino Médio, no Colégio Júlio de Castilhos; nos anos 60, fizeram vestibular para Arquitetura, se formaram, abriram seus escritórios e, mais tarde, foram para a carreira pública. Já aposentadas, após 30 anos, se reaproximaram por partilharem de um interesse em comum: a pintura.

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Diferenciadas em suas propostas, as artistas guardam semelhanças, como o apreço por cores fortes, pelo rigor formal e pela temática social como mote. Ambas trabalham em acrílico sobre tela, mas percorrem caminhos distintos na pintura. Enquanto Maria da Graça pende para o abstracionismo, Rosa é mais figurativa. A energia das cores e a luz que emana de suas pinceladas vigorosas denotam, nas duas artistas, o sentimento de amor pela vida, pela arte e pela liberdade.

Para Maria da Graça, a arte traduz, em uma expressão gráfica, uma percepção de mundo. Esse universo particular evidencia-se pela volumetria, na forma, e pela preocupação com as questões sociais, no conteúdo. Nas 14 telas que apresenta, evidenciam-se a cor (como se quisesse fotografá-la), em especial o vermelho, o traçado linear e as veladuras, que provocam um impacto cromático ao observador numa experiência sensitiva pura. No fundo abstrato, em meio a uma explosão de cor, algumas vezes, a proposta criativa mostra aspectos diferenciados, ao converter sua autonomia e independência ao condicionante de um elemento concreto, surgindo o objeto, o lápis, instrumento de trabalho, com o qual escrevemos, projetamos, desenhamos, colorimos, expressamos nosso pensamento, traduzimos nossa percepção, explica a artista. O resultado desta busca é representado no conjunto de trabalhos a que denomina Fragmentos da Cor, abrangendo em certos momentos os aspectos do uso da cor na abstração em composições geométricas e em outros, experimentando os efeitos da temática figurativa do objeto.


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